segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Manequim.

Meu mundo obscuro,observado por uma vitrine,se desloca sem pensar,no amor ou no amar...Viajo em pensamentos,passo dia após dia,tormento após tormento,nessa breve garoa,que não parece tão boa quando se está sozinho...Caminho como uma alma perdida,caminho sem vida,procurando os motivos certos para tanta coisa errada,sem destino,censuradas e que possam explicar minha dor.
Meu tormento me acompanha,a solidão me seduz,minhas palavras não conseguem,dentro de mim encontrar luz...Me sinto de plástico,me sinto vazio,penso sozinho,então me sobe um arrepio,certamente sem explicação,certamente sem razão,certamente sem motivo,nem mesmo um para estar vivo...
Numa vitrine vejo minha vida,numa vitrine vejo olhares estranhos,vejo doença,vejo decência,vejo o amor sem doença...Vejo ódio,vejo amor,Vejo desespero,vejo dor,vejo tudo que ainda vai passar,e vejo que isso tudo nunca irá mudar.
Certamente porque me sinto imóvel,e imóvel sempre serei,com o coração vazio,porque se ele existe eu nem sei...

"Sozinho a lágrima cai,acompanhado ela me distrai...Sentir não é uma opção,sentir são coisas do coração."

Autor: Álvaro Rodolfo Marques De Matos

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